Ah pois, as privadas é que funcionam bem, têm toda a razão!
(Ironiazinha)
Tuesday, March 27, 2007
Monday, March 26, 2007
Breve pensamento
Aos dezasseis anos (bem como durante o resto da adolescência) não se é, na generalidade, nem pior nem melhor do que noutras idades. Não amamos nem sofremos menos, não somos nem mais nem menos responsáveis, não somos menos inteligentes por natureza, não somos menos maduros que o adulto médio.
E também não estamos mais perdidos do que o resto da sociedade.
Friday, March 16, 2007
Ex-Futuro

O ex-futuro.
Ela (a mesma rapariga dos cabelos cor-de-rosa) inventa verbos e tempos verbais. Na verdade, as nossas conversas de adolescentes deviam ser encaradas como um enriquecimento da língua portuguesa. Estes neologismos surgem, para além da constante necessidade de nos exprimirmos, da urgência diária em adaptar as palavras ao que efectivamente sentimos. Não, não é passado. Afinal, nunca foi presente.
Quantas vezes não nos acontece passarmos ao lado das coisas que estavam para acontecer, que iam acontecer e que… desaparecem, num repetente trágico. Nunca foram nada, estavam para ser. Simplesmente não tiveram tempo (ou sofreram a interferência de outro factor externo) ou acabaram antes de começar.
Foi. Não foi? Não, esteve para ser.
Ela (a mesma rapariga dos cabelos cor-de-rosa) inventa verbos e tempos verbais. Na verdade, as nossas conversas de adolescentes deviam ser encaradas como um enriquecimento da língua portuguesa. Estes neologismos surgem, para além da constante necessidade de nos exprimirmos, da urgência diária em adaptar as palavras ao que efectivamente sentimos. Não, não é passado. Afinal, nunca foi presente.
Quantas vezes não nos acontece passarmos ao lado das coisas que estavam para acontecer, que iam acontecer e que… desaparecem, num repetente trágico. Nunca foram nada, estavam para ser. Simplesmente não tiveram tempo (ou sofreram a interferência de outro factor externo) ou acabaram antes de começar.
Foi. Não foi? Não, esteve para ser.
(A recordação boa de qualquer coisa que nunca existiu, como dizia a outra).
Thursday, March 15, 2007
Existi(ndo)

A vida não é contínua.
Existir, existimos todos os dias. Viver, não. Um bocadinho aqui, outro ali, outro acolá, no dia a seguir, depois, cinco meses seguidos, uns minutinhos…
Ora vivemos, ora vegetamos. Ora vivemos, ora vegetamos. Ora vegetamos, ora vivemos. E assim sucessivamente, pela nossa existência fora…
Ora sorrimos (com a alma), ora nos entregamos à rotina e às coisas pré-construídas e pré-concebidas. Ora somos nós, ora não somos nada nem ninguém.
Nota: Nem sempre vegetar é mau: eu, pessoalmente, prefiro pensar nisso como necessário. Para dar tempo de sonhar para o próximo pedaço de vida. Em tudo precisamos de intervalos, não é? Resta saber se intervalamos da vida ou do estado de vegetação.
Existir, existimos todos os dias. Viver, não. Um bocadinho aqui, outro ali, outro acolá, no dia a seguir, depois, cinco meses seguidos, uns minutinhos…
Ora vivemos, ora vegetamos. Ora vivemos, ora vegetamos. Ora vegetamos, ora vivemos. E assim sucessivamente, pela nossa existência fora…
Ora sorrimos (com a alma), ora nos entregamos à rotina e às coisas pré-construídas e pré-concebidas. Ora somos nós, ora não somos nada nem ninguém.
Nota: Nem sempre vegetar é mau: eu, pessoalmente, prefiro pensar nisso como necessário. Para dar tempo de sonhar para o próximo pedaço de vida. Em tudo precisamos de intervalos, não é? Resta saber se intervalamos da vida ou do estado de vegetação.
Friday, March 09, 2007
Parlamento dos Jovens
Chama-se energia pura. Foi tão bom! Estas coisas são sempre boas. Pessoas novas, ambiente diferente, as coisas a acontecerem e a mudarem a todo o minuto, o coração a bombear com força. Dias intensos, a fazer coisas de que gostamos. E por muito que depois as queiramos traduzir por palavras, torna-se difícil. Gostaríamos que ficasse gravado, para sempre, para que pudéssemos ver e rever. E mostrar aos outros.
E depois, as saudades apertam. Mas fica cá dentro aquela força, aquela adrenalina, o nervoso bom. Ficam as pessoas. E fica a certeza de que voltaremos para o ano.
E depois, as saudades apertam. Mas fica cá dentro aquela força, aquela adrenalina, o nervoso bom. Ficam as pessoas. E fica a certeza de que voltaremos para o ano.
Tuesday, March 06, 2007
Criança (?) encantadora
Hoje tive a oportunidade de ouvir uma encantadora garota de 7 anos a falar dos seus problemas sentimentais.
A garota que, para além de encantadora é também inteligentíssima, dividiu-os em duas vertentes para me facilitar a compreensão.
Começou por aqueles que mais a atormentavam, os da amizade. Tinha-se chateado com a melhor amiga, aquela que sentia conhecer desde os primórdios da infância(?), por um motivo tolo. Não tinham chegado a consenso sobre um assunto qualquer. Mas o problema não foi esse, obviamente. Nem sempre chegamos a acordo com os outros, é preciso encarar isso com naturalidade. A dificuldade foi não terem aceite ouvirem-se uma à outra. Agarram-se àquilo em que acreditavam e não quiseram saber de mais nada. E agora, a minha pequena, arrependida, perguntava-se a si mesma por que razão será tão difícil dar o braço a torcer e pedir desculpa. Mas lá chegou à conclusão que o mais importante é sem duvida a amizade e garantiu-me que amanhã já vai falar com a amiga e resolver tudo. Afinal, a falar é que as pessoas se entendem, certo?
A garota que, para além de encantadora é também inteligentíssima, dividiu-os em duas vertentes para me facilitar a compreensão.
Começou por aqueles que mais a atormentavam, os da amizade. Tinha-se chateado com a melhor amiga, aquela que sentia conhecer desde os primórdios da infância(?), por um motivo tolo. Não tinham chegado a consenso sobre um assunto qualquer. Mas o problema não foi esse, obviamente. Nem sempre chegamos a acordo com os outros, é preciso encarar isso com naturalidade. A dificuldade foi não terem aceite ouvirem-se uma à outra. Agarram-se àquilo em que acreditavam e não quiseram saber de mais nada. E agora, a minha pequena, arrependida, perguntava-se a si mesma por que razão será tão difícil dar o braço a torcer e pedir desculpa. Mas lá chegou à conclusão que o mais importante é sem duvida a amizade e garantiu-me que amanhã já vai falar com a amiga e resolver tudo. Afinal, a falar é que as pessoas se entendem, certo?
Havia ainda outra coisa que a atormentava… O rapaz a quem entregara a infância (a quem se entregara, por olhares, por sorrisos tímidos, nos dedos que entrelaçaram um dia, no rosto que teima em corar quando o vê, na inocência pura dos seus sete anos, tão bem vividos), já não parece o mesmo. Está estranho, já não lhe liga. Ela desconfia até que se interessou por outra menina da turma, que tem caracóis no cabelo. E a minha menina não quer outro rapaz: é daquele que ela gosta.
Perguntei-lhe: “quando gostavas dele e ele de ti, deixavas os amigos de parte, vivias para ele, o teu Mundo resumia-se à vossa relação?”. Atrapalhada, confusa com as minhas palavras de adolescente armada em esperta, respondeu qualquer coisa como “não, o meu Mundo começava aí”.
E eu calei-me. Que mais podia fazer, perante uma resposta destas? Sustive a emoção, apercebi-me que estou de facto a envelhecer. E passei o resto do dia mergulhada nos meus pensamentos. Será que a encantadora criança tem noção que as relações interpessoais não evoluem nada com o passar do tempo? Talvez não. Eu não tinha, mas era menos esperta do que ela. Sempre pensei que os adultos fossem mais…adultos! Mais maduros nas escolhas, no modo como lidam uns com os outros. Agora, à medida que me aproximo dessa desengraçada fase da vida, vou-me apercebendo que eles são bem piores do que a minha pequena. Se há coisa em que regredimos ao longo da vida é nisso.
Deixamos de ter adultos superiores a nós que nos mandem calar e pedir desculpas e, pura e simplesmente, deixamos de o fazer ou reduzimos o diálogo e a compreensão a certas e determinadas situações. Desenvolvemos a arrogância e a teimosia e vivemos com estas características como se fizessem parte de nós.
Mas como é politicamente correcto, os adultos passam a gritar em casa, entre paredes, escondidos do Mundo. As mulheres deixam o marido ou o namorado e sofrem desalmadamente, como se metade da alma lhes tivesse sido arrancada. Ou são deixadas, e ficam sem a alma toda. Lutam por bens que julgam seus por direito, como se essas coisas, coitadas, absolutamente desprovidas de valor, completassem o bocado interior que lhes falta.
E apoiam-se então nos amigos. Umas, apoiam-se efectivamente nos amigOs. Outras, mais pudicas talvez, buscam o ombro e os lenços das amigas e vestem-se de preto. Depois zangam-se, por um qualquer motivo absurdo (o egocentrismo da primeira, provavelmente, que só pensa na sua tragédia pessoal) e nunca mais se falam.
A minha teoria é que à medida que vamos crescendo vamos libertando a criança imatura e desconexa que há em nós. Se há pessoas a quem assusta a velhice, a mim assusta-me primordialmente a idade adulta.
Monday, February 19, 2007
Ilhas Britânicas
Eles lá, eu cá.
Eles rodeados por água e eu no país que está a um passo de se afundar.
(3 dias para voltar a estar com eles).
Eles rodeados por água e eu no país que está a um passo de se afundar.
(3 dias para voltar a estar com eles).
Thursday, February 15, 2007
Dissertação
Será impossível uma relação de amizade sobrepor-se (sem interferir) numa de hierarquia?
Não, não pode ser impossível. Até porque se fosse, as nossas amizades seriam deveras restritas.
Não, não pode ser impossível. Até porque se fosse, as nossas amizades seriam deveras restritas.
Em praticamente todos os aspectos, todos temos várias conexões de hierarquia com os outros. Ainda sem entrar no campo profissional, posso referir, apenas a título de exemplo, o grau de simpatia, o de inteligência, o de beleza, o de arrogância, etc. O facto de sermos todos diferentes é isso mesmo: sermos melhores numas coisas, piores noutras e absolutamente neutros em alguns aspectos. E o que é isso se não relações de hierarquia?
Agora sim, enveredando pela área profissional, exemplifiquemos com base na ligação professor-aluno e vice-versa (até porque é a única de que eu posso falar com base na experiência). Será possível um professor ser realmente amigo de um aluno (confiar, falar, ouvir, apoiar), desafiando todas as leis da diferença de idades, do burburinho coscuvilheiro dos outros, entre inúmeros outros obstáculos que se nos apresentam à vista sem o menor esforço de raciocínio, não permitindo que essa amizade intervenha nas aulas e nas notas do aprendiz? E o contrário (aluno-professor), é praticável?
Obviamente que sim. Tudo isto é possível e deve ser estimulado. Tanto o interesse dos alunos pela escola como a motivação do professor pelo ensino advêm exactamente destas relações, bem como pelas de alunos-alunos e professores-professores. Em quase tudo na nossa vida (atrever-me-ia até a omitir o “quase”) somos movidos pelo carácter humano e social das coisas. E ainda bem que assim é.
Em suma, e pelo exposto, talvez fosse até por aqui que se devessem tomar as decisões políticas relativas ao ensino. Acabando com preconceitos e pré-conceitos formulados, devia-a apostar-se nas relações interpessoais para reinar. Dividindo, com base em hierarquias demasiado naturais para terem valor além disso e tentando criar hierarquias fortes e tolas, não vamos a lado nenhum.
Informação de Exames II
Enfim, Correio da Manhã= a alterações de informação. Estava mesmo a prever.
Aqui ficam as datas dos exames da minha área (confirmadas pelo Ministério da Educação) e mais alguma preciosa informação.
Inscrições para os exames:
· 1º fase: Prazo normal: 26 de Fevereiro a 9 de Março
Prazo suplementar: 12 e 13 de Março
· 2º fase: Prazo único: 6 a 10 de Junho
Os exames realizam-se entre:
· 1º fase: 18 a 26 de Junho
· 2º fase: 12 a 17 de Julho
Exames da 1º fase:
Filosofia, 18 de Junho, 15h00
Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 21 de Junho, 11h30
Geografia A, 25 de Junho, 09h00
Exames da 2º fase:
Filosofia, 12 de Julho, 11h30
Geografia A, 12 de Julho, 17h30
Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 13 de Julho, 11h30
Afixação de Pautas
· 1º fase: 6 de Julho
· 2º fase: 27 de Julho
Afixação do Resultado das Reapreciações:
· 1º fase: 10 de Agosto
· 2º fase: 31 de Agosto
(Repararam na mudança estética do blog? Que tal?)
Aqui ficam as datas dos exames da minha área (confirmadas pelo Ministério da Educação) e mais alguma preciosa informação.
Inscrições para os exames:
· 1º fase: Prazo normal: 26 de Fevereiro a 9 de Março
Prazo suplementar: 12 e 13 de Março
· 2º fase: Prazo único: 6 a 10 de Junho
Os exames realizam-se entre:
· 1º fase: 18 a 26 de Junho
· 2º fase: 12 a 17 de Julho
Exames da 1º fase:
Filosofia, 18 de Junho, 15h00
Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 21 de Junho, 11h30
Geografia A, 25 de Junho, 09h00
Exames da 2º fase:
Filosofia, 12 de Julho, 11h30
Geografia A, 12 de Julho, 17h30
Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 13 de Julho, 11h30
Afixação de Pautas
· 1º fase: 6 de Julho
· 2º fase: 27 de Julho
Afixação do Resultado das Reapreciações:
· 1º fase: 10 de Agosto
· 2º fase: 31 de Agosto
(Repararam na mudança estética do blog? Que tal?)
Thursday, February 08, 2007
Dia 11, Referendo sobre a IVG: VOTE SIM
Jovens Pelo SIM
A consciência é de cada um. A saúde é um direito de TODOS. A cada 6 minutos, morre no Mundo uma mulher vítima de aborto clandestino. VOTA SIM
Quero reiterar uma vez mais que a pergunta do referendo é "DESPENALIZAÇÃO, sim ou não?" e não "aborto, sim ou não?".
Justiça social.
(Seja qual for a tua opinião, vai votar. Exerce o teu dever/direito. Nem que o teu voto seja em branco: VOTA!)
A consciência é de cada um. A saúde é um direito de TODOS. A cada 6 minutos, morre no Mundo uma mulher vítima de aborto clandestino. VOTA SIM
Quero reiterar uma vez mais que a pergunta do referendo é "DESPENALIZAÇÃO, sim ou não?" e não "aborto, sim ou não?".
Justiça social.
(Seja qual for a tua opinião, vai votar. Exerce o teu dever/direito. Nem que o teu voto seja em branco: VOTA!)
Informação de Exames
Instituto
PET: 09/06
FCE: 16/06
Escola
Filosofia, 1º fase: 18/06 *
Matemática Aplicada às Ciências Sociais (MACS), 1º fase: 19/06*
Geografia A, 1º fase: 25/06*
* Segundo o Correio da Manhã (ou seja, datas com MUITO pouca veracidade, muito susceptíveis a alterações)
Provas Modelo e Informção de Exame no Site do GAVE: http://www.gave.pt/informacoes_exame_2007.htm
Provas de Exame do ano passado, 1º fase: http://www.gave.pt/pe2006fase1.htm
Provas de Exame do ano passado, 2º fase: http://www.gave.pt/pe2006fase2.htm
Thursday, January 25, 2007
A pequena história do Palhaço Triste

O palhaço triste deambula pelas ruas. Ri por fora, chora por dentro. Arrasta os pés, pressiona a mão contra o peito. A vida fez dele um “engraçado falso”, que passou pelas várias fases inerentes a este estado de espírito. A ingenuidade, a ordinarice (e não como sinónimo de comum) e, agora, a triste. As lágrimas verdadeiras encontram-se com a que tem pintada na face e o palhaço esfrega a cara, transformando-a num grande borrão. Despenteia os cabelos num acesso de raiva.
“Olha o mostro!”, exclama a criançada.
Já mais calmo, pega no lenço de pano de assoar o nariz e limpa o rosto, concerta os suspensórios, conta as rugas e pinta um sorriso de verdade no coração.
De palhaço triste a monstro e de monstro a menino.
“Olha o mostro!”, exclama a criançada.
Já mais calmo, pega no lenço de pano de assoar o nariz e limpa o rosto, concerta os suspensórios, conta as rugas e pinta um sorriso de verdade no coração.
De palhaço triste a monstro e de monstro a menino.
Wednesday, January 24, 2007
Ironia
ironia
substantivo feminino
· GRAMÁTICA
figura de estilo que veicula um significado contrário daquele que deriva da interpretação literal do enunciado;
· zombaria;
(Do gr. eironeía, «interrogação», pelo lat. ironía-, «ironia»)
© 2002 Porto Editora, Lda.
ironia, ironicamente, irónico, ironista, ironizar...
substantivo feminino
· GRAMÁTICA
figura de estilo que veicula um significado contrário daquele que deriva da interpretação literal do enunciado;
· zombaria;
(Do gr. eironeía, «interrogação», pelo lat. ironía-, «ironia»)
© 2002 Porto Editora, Lda.
ironia, ironicamente, irónico, ironista, ironizar...
Monday, January 08, 2007
Perseguição
Salta o muro. Baixa-se, esconde a cabeça. Vira a esquina e corre pela rua, em direcção ao suspeito. Vira a cara, usa um jornal para não ser reconhecida. Abranda o passo. Pára, encosta-se a uma parede, controla a respiração.
“ – Correcto, mantenho o contacto visual”.
“ – Parece-te perigoso?”
“ – Muito cedo para tal afirmação. Mas penso que não será tanto como o outro”.
Controla o tempo, salta por cima dos prédios, “galga” as escadas.
“– Preciso de uma bicicleta, rápido, o sujeito está a entrar num carro!”
“ – Correcto, mantenho o contacto visual”.
“ – Parece-te perigoso?”
“ – Muito cedo para tal afirmação. Mas penso que não será tanto como o outro”.
Controla o tempo, salta por cima dos prédios, “galga” as escadas.
“– Preciso de uma bicicleta, rápido, o sujeito está a entrar num carro!”
Too late. É mais fácil apanhar o hippie, sem dúvida.
Monday, January 01, 2007
Pena de morte
A pena de morte viola o mais básico dos direitos humanos: a vida. Se é certo que todos viveríamos bem melhor sem a existência de alguns criminosos, o facto é que, descendo ao nível deles não melhoramos nada. Se queremos provar que somos diferentes, façamos então as coisas de maneira diferente. Matando-os estamos a ser tão criminosos como eles.
Um dos argumentos a favor da pena de morte é o facto de a sociedade ter que manter estes criminosos. Bem, vivemos em sociedade, certo? Mantê-la tem custos. Obviamente uma democracia é muito mais cara que uma ditadura (uma vez que a ditadura tem a ver com o bem estar de apenas uma figura). Temos é que pensar que há coisas que o dinheiro não paga.
A pena de morte é um recuo à Idade Média. Há criminosos que mereciam o pior dos castigos, de facto. E por isso mesmo, sou a favor da prisão perpétua. Porque há casos em que a lei das segundas oportunidades não se aplica.
Saddam Hussein foi um criminoso igualável aos maiores da História. E a sua execução foi um crime.
Publicar as imagens foi uma provocação e um incentivo ao Mundo instável em que vivemos.
PS- Afinal, onde andam os bons, os heróis desta história?
Um dos argumentos a favor da pena de morte é o facto de a sociedade ter que manter estes criminosos. Bem, vivemos em sociedade, certo? Mantê-la tem custos. Obviamente uma democracia é muito mais cara que uma ditadura (uma vez que a ditadura tem a ver com o bem estar de apenas uma figura). Temos é que pensar que há coisas que o dinheiro não paga.
A pena de morte é um recuo à Idade Média. Há criminosos que mereciam o pior dos castigos, de facto. E por isso mesmo, sou a favor da prisão perpétua. Porque há casos em que a lei das segundas oportunidades não se aplica.
Saddam Hussein foi um criminoso igualável aos maiores da História. E a sua execução foi um crime.
Publicar as imagens foi uma provocação e um incentivo ao Mundo instável em que vivemos.
PS- Afinal, onde andam os bons, os heróis desta história?
Sunday, December 31, 2006
' LIFE
A vida é uma obra de arte. Palavras, traços, uma escultura, notas musicais, um passo de dança… Depende do artista, claro. E como em toda a arte, há ritmo, textura, movimento, ondulações, som, cor, imagem, mais ou menos harmonia, impacto, respiração, momentos mortos e de silêncio, espaço vazio, solidão, raiva, lágrimas, suor, saliva, ódio, paixão, encanto, sedução, martírio, desespero, gargalhadas, buracos negros, risos desencontrados, palmas, desencantos, aplausos, mimos, feitiços, emoção, nojo, sexo, magia, prazer, amor, (in)felicidades,… Vida. Toda a obra de arte como sinónimo de entrega. E alguns momentos de viragem. Correrias em pés descalços. Sonhos. Recordações de passado e futuro. Imundice. Demónios. Mantas. Jornais. Lanternas. Mato. ANIMAIS. Pessoas. Crianças, velhos, jovens, adultos, cotas, malta, idosos, miúdos.
A vida é complexa. Apesar de por vezes a complicarmos ainda mais, a minha opinião é que ela não é, de todo, simples. Não há nível de principiante.
A passagem de ano, por si só, não muda nada. É um dia tão especial como todos os outros. Mas pode, talvez, servir de pretexto. De rampa de lançamento. Ou de paraquedas. Colchão. Parapeito de janela. Corrimão. Ou balanço.
E corremos. Correremos sempre?
A vida é complexa. Apesar de por vezes a complicarmos ainda mais, a minha opinião é que ela não é, de todo, simples. Não há nível de principiante.
A passagem de ano, por si só, não muda nada. É um dia tão especial como todos os outros. Mas pode, talvez, servir de pretexto. De rampa de lançamento. Ou de paraquedas. Colchão. Parapeito de janela. Corrimão. Ou balanço.
E corremos. Correremos sempre?
Thursday, December 21, 2006
Ano Novo
Para 2007 quero:
· Mais Galé
· Mais Parlamento dos Jovens
· Muitos dias em pijama
· Muitas viagens de comboio (e musicais, e compras, …!)
· Muitas noites de mensagens nos baloiços (mas sem cair!)
· Muitos After Eight
· Muitas tardes no Alfa
· Um curso de Inglês em Londres
· Um Campo de Férias no Alentejo nas Férias da Páscoa
· Viagens (a qualquer parte do Mundo)
· Boas notas (muito boas, de preferência)
· Muitos risos, gargalhadas, abraços, lágrimas, emoções fortes, mimos, reencontros com pessoas que já não vejo há muito tempo, reencontros com pessoas que estão mesmo ao meu lado, noites de saco de cama dentro de quatro paredes, treinos, festivais com carradas de gel e laca, carrinhas que há meia-noite não arrancam, banhos no mar em Fevereiro, pés com areia a serem lavados no WC do restaurante, praia, inspiração para os textos do blog, comments, jogos do Amigo Secreto, concertos (sem efeitos secundários), Tobias e Bernardos (o meu urso de peluche e o puto de 3 anos que não quer nada comigo), visitas de estudo, chá, intervalos do instituto ao Sábado de manhã, croissants de chocolate aquecidos, e todas, mas mesmo TODAS as surpresas que a vida tiver para mim =)
e quero, principalmente, ser tão feliz como fui este ano.
Sejam também felizes!
· Mais Galé
· Mais Parlamento dos Jovens
· Muitos dias em pijama
· Muitas viagens de comboio (e musicais, e compras, …!)
· Muitas noites de mensagens nos baloiços (mas sem cair!)
· Muitos After Eight
· Muitas tardes no Alfa
· Um curso de Inglês em Londres
· Um Campo de Férias no Alentejo nas Férias da Páscoa
· Viagens (a qualquer parte do Mundo)
· Boas notas (muito boas, de preferência)
· Muitos risos, gargalhadas, abraços, lágrimas, emoções fortes, mimos, reencontros com pessoas que já não vejo há muito tempo, reencontros com pessoas que estão mesmo ao meu lado, noites de saco de cama dentro de quatro paredes, treinos, festivais com carradas de gel e laca, carrinhas que há meia-noite não arrancam, banhos no mar em Fevereiro, pés com areia a serem lavados no WC do restaurante, praia, inspiração para os textos do blog, comments, jogos do Amigo Secreto, concertos (sem efeitos secundários), Tobias e Bernardos (o meu urso de peluche e o puto de 3 anos que não quer nada comigo), visitas de estudo, chá, intervalos do instituto ao Sábado de manhã, croissants de chocolate aquecidos, e todas, mas mesmo TODAS as surpresas que a vida tiver para mim =)
e quero, principalmente, ser tão feliz como fui este ano.
Sejam também felizes!
Wednesday, December 20, 2006
Ensaio sobre o Natal
Esta é para mim uma das épocas mais confusas do ano. Sou constantemente assaltada por sentimentos contraditórios que não me deixam formar uma opinião firme em relação a esta quadra.
Antes de tudo o mais, detesto-a. Abomino o Natal e todo o espírito hipócrita e consumista que o rodeia. Os programas ao estilo do “Natal dos Hospitais”, cujo único objectivo é o primeiro lugar no ranking dos mais vistos, as campanhas de solidariedade que só se fazem nesta época, como se no resto do ano não houvesse necessidade (e espero ter sido explicita, obviamente não me estou a referir aquelas que durante todo o ano desempenham um papel social notável), as autarquias e os seus jantares para pessoas idosas que passam a consoada sozinhas (como se o resto das suas noites não fossem preenchidas por uma terrível solidão), entre tantos outros exemplos que andam por aí, de cabeça erguida. Para além disto, os centros comerciais cheios, atafulhados de embrulhos e de gente parva (grupo no qual eu me incluo). O frio que nos gela os ossos e nos prende os movimentos mas de que toda a gente gosta porque “Natal sem frio nem era Natal”. O presépio, que a mim me tira do sério! Oh figurinhas sem utilidade que se tiram do caixote durante 15 dias!

Por outro lado, é impossível não gostar deste período em que temos pelo menos a ilusão de que o Mundo está menos mau. É certo que a maioria das coisas boas que se vêem por aí são nojentamente untuosas mas, já que ninguém se lembra das fazer noutras alturas, ao menos uma vez por ano. Melhor uma que nenhuma, certo? Além do mais, ter a família toda reunida à mesa, a nostalgia dos Natais passados, das pessoas de quem sentimos falta, mas que parecem estranhamente mais próximas, o amassar as filhoses à mão, as conversas que se têm, banais e boas, a excitação do papel colorido que envolve os presentes,… A alegria de se escolher prendas para os outros, as luzes de rua que até escondem as fachadas mal pintadas das casas, as mensagens carinhosas que recebemos, etc.
Não é por ser o nascimento de quem quer que seja, não é pela religião. É, talvez, pela tradição, tão forte como qualquer outra. Se as mentalidades e o panorama social são factores históricos estruturais, as tradições têm certamente um peso muito considerável.
Monday, December 11, 2006
Perfeição
Não é o facto de haver coisas perfeitas que me faz impressão. O que me incomoda é a pequenez das falhas que não nos deixam apelidar as coisas de perfeitas.
É esta mania da perfeição.
perfeito
adjectivo
que não tem defeito físico nem moral; completo; modelar; exemplar; belo; formoso; impecável; total; acabado; cabal; magistral.
(Do lat. perfectu-, «id.»)
© 2002 Porto Editora, Lda.
After eight… é só isso que nos falta.
É esta mania da perfeição.
perfeito
adjectivo
que não tem defeito físico nem moral; completo; modelar; exemplar; belo; formoso; impecável; total; acabado; cabal; magistral.
(Do lat. perfectu-, «id.»)
© 2002 Porto Editora, Lda.
After eight… é só isso que nos falta.
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