Tenho acompanhado com muito interesse a série Senhora Presidente (todas as 4º-feiras, na SIC, as 00h30). É sem dúvida muito agradável ver boa política na televisão, nem que seja numa série de ficção.
(O número de pessoas que dizem vir ao blog cresce e a responsabilidade aumenta. Irei certamente voltar a escrever sobre esta série, que é de momento, a minha favorita. Aceitam-se sugestões para temas de discussão).
Sunday, August 20, 2006
Marcelo Caetano (o homem ou o político?)
Faria agora, por estes dias, cem anos. E vimos as televisões e todos os outros meios de comunicação social relembrá-lo apenas enquanto homem. Depois da entrevista à filha, na estação pública de televisão, fiquei a pensar na coisa. Falamos sobre isso, cá em casa. E ontem tive oportunidade de ouvir grandes homens falar também sobre isso. E pude concordar com eles.
Obviamente que por detrás de cada político, professor, operário, manequim, ou qualquer outra profissão, existe sempre um Homem que não pode ser esquecido enquanto ser humano que é. No entanto, se hoje estudamos e relembramos os tempos de Marcelo Caetano não é por ele ter sido o homem que foi mas sim, pelo cargo que exerceu. Homens há milhões e não os estudamos a todos. Este de que estamos a falar foi um ditador, um criminoso. Esta é a verdade nua e crua. Foi isto que marcou o povo português e a sua história.
Não gostei da maneira como a entrevista foi conduzida.
Obviamente que por detrás de cada político, professor, operário, manequim, ou qualquer outra profissão, existe sempre um Homem que não pode ser esquecido enquanto ser humano que é. No entanto, se hoje estudamos e relembramos os tempos de Marcelo Caetano não é por ele ter sido o homem que foi mas sim, pelo cargo que exerceu. Homens há milhões e não os estudamos a todos. Este de que estamos a falar foi um ditador, um criminoso. Esta é a verdade nua e crua. Foi isto que marcou o povo português e a sua história.
Não gostei da maneira como a entrevista foi conduzida.
Fragmentos de Poesia (histórias que eu gostaria de ter vivido...ou de vir a viver)
(Escrito após a leitura de três ou quatro bons romances. É do que tenho lido mais, exceptuando as segundas leituras do Daniel Sampaio e um ou outro romance político e/ou histórico)
Quando a sociedade dita as regras, quem sou eu, um mero peão num enorme jogo de xadrez, para me opor?
Estás longe mas sinto-te perto. Outras vezes há, porém, e bem mais dolorosas, em que estás perto mas te sinto longe. E é destas vezes em queria tocar-te mas não posso, nem em pensamento. Porque as regras não deixam. Sobe então em mim um desejo incontrolável de gritar, como se o meu grito (o mais potente do Mundo), conseguisse abafar todas as outras vozes que falam baixinho e que magoam, magoam, magoam. No entanto, não consigo fazer com que o grito chegue ao coração e portanto, falho.
Olho para ti, nem que seja em pensamento, e sonho em tocar-te. Em possuir-te, nem que seja apenas por um instante. Apenas para ter o que recordar.
Não posso e sei que não posso. O teu olhar relembra-mo. Como poderia ter-te apenas por um momento se te quero para toda a vida?
E eis que tudo se torna claro! Se fosses meu, não havia esta magia construída apenas na base de sonhos. Vou parar de sofrer.
Vou aproveitar todas as regras contra, todas as distâncias, todos os “não”, todas as dores, todas as alegrias, todas as lágrimas, todos os sorrisos para criar mais e mais magia.
Quando a sociedade dita as regras, quem sou eu, um mero peão num enorme jogo de xadrez, para me opor?
Estás longe mas sinto-te perto. Outras vezes há, porém, e bem mais dolorosas, em que estás perto mas te sinto longe. E é destas vezes em queria tocar-te mas não posso, nem em pensamento. Porque as regras não deixam. Sobe então em mim um desejo incontrolável de gritar, como se o meu grito (o mais potente do Mundo), conseguisse abafar todas as outras vozes que falam baixinho e que magoam, magoam, magoam. No entanto, não consigo fazer com que o grito chegue ao coração e portanto, falho.
Olho para ti, nem que seja em pensamento, e sonho em tocar-te. Em possuir-te, nem que seja apenas por um instante. Apenas para ter o que recordar.
Não posso e sei que não posso. O teu olhar relembra-mo. Como poderia ter-te apenas por um momento se te quero para toda a vida?
E eis que tudo se torna claro! Se fosses meu, não havia esta magia construída apenas na base de sonhos. Vou parar de sofrer.
Vou aproveitar todas as regras contra, todas as distâncias, todos os “não”, todas as dores, todas as alegrias, todas as lágrimas, todos os sorrisos para criar mais e mais magia.
Thursday, August 17, 2006
Motivos de Ausência
Não tenho escrito por motivos de força maior: férias. Estive na Vieira em casa da Pipa (a minha companheira das viagens). Ontem escrevi um texto mas ainda estou a decidir se o posto ou não. Depois de vê.
Fui à estreia da peça “As pegadas dos Dragões”. À parte de alguns pormenores técnicos que não me cabe a mim comentar, gostei muito. Bonita história, bonita sequência, bonita paisagem. Muito bem imaginado. Claro que a Andreia Magalhães se destacou no elenco!
(A quem for, aconselho muitos, muitos casacos. É melhor deixarem a roupa das festas para outra ocasião! (Private joke))
Fui à estreia da peça “As pegadas dos Dragões”. À parte de alguns pormenores técnicos que não me cabe a mim comentar, gostei muito. Bonita história, bonita sequência, bonita paisagem. Muito bem imaginado. Claro que a Andreia Magalhães se destacou no elenco!
(A quem for, aconselho muitos, muitos casacos. É melhor deixarem a roupa das festas para outra ocasião! (Private joke))
Monday, August 07, 2006
Pormenores
Nem tudo o que é belo ostenta. A visão é um sentido extraordinário mas demasiado imediato e com algumas dificuldades de concentração. O verdadeiro sentido da vida está em encontrar a beleza que se esconde no rebentar das ondas, na brisa marinha, no calor das luzes das estrelas, no som de um sorriso, no sabor do vento, nos pormenores…
Quero voltar...
Há coisas que não se escrevem num diário. São demasiado preciosas e ao serem descritas perdem encanto. Porque são para serem vividas, não contadas. Além do mais, o egoísmo impede-nos. Há coisas que são “demasiado nossas”. Quem não esteve connosco no momento, não as percebe. Pode até acenar com a cabeça e dizer “que giro” mas não viu o ambiente, não conhece as pessoas e os seus jeitos e maneirismos, não sentiu o odor nem viu as cores de tudo aquilo em que tocámos, de tudo o que vimos, de tudo o que sentimos.
Não vou descrever a minha estadia na Galé. Não tenho capacidade para tal e o que se vive num mundo à parte deve permanecer à parte. Mas posso tentar descrever o que senti. Há uns tempos achava o Alentejo uma das zonas menos desenvolvidas de Portugal. Agora, acho o desenvolvimento relativo. As pessoas são amáveis e lindas em todos os sentidos, abertas e com “qualquer coisa especial” que as torna atraentes enquanto seres humanos.
O céu, o mar, as árvores, as estrelas cadentes naturais e com espelhos (como tu Di, a quem basta correr =), o miradouro, as tendas, a esplanada, o self-service,as latas, os donuts de chocolate, os copos de coca-cola com números de telemóvel, o guardapo do email do grilo e o "muito agradecidas", a encosta, o atalho, o acolhimento das meninas do ballet e da Rita… Fora o resto…
Não vou descrever a minha estadia na Galé. Não tenho capacidade para tal e o que se vive num mundo à parte deve permanecer à parte. Mas posso tentar descrever o que senti. Há uns tempos achava o Alentejo uma das zonas menos desenvolvidas de Portugal. Agora, acho o desenvolvimento relativo. As pessoas são amáveis e lindas em todos os sentidos, abertas e com “qualquer coisa especial” que as torna atraentes enquanto seres humanos.
O céu, o mar, as árvores, as estrelas cadentes naturais e com espelhos (como tu Di, a quem basta correr =), o miradouro, as tendas, a esplanada, o self-service,as latas, os donuts de chocolate, os copos de coca-cola com números de telemóvel, o guardapo do email do grilo e o "muito agradecidas", a encosta, o atalho, o acolhimento das meninas do ballet e da Rita… Fora o resto…
Sunday, August 06, 2006
O regresso
Voltar de férias é do pior. Uma pessoa vem terrivelmente mal habituada e como um humor que ultrapassa o péssimo. Depois de quase 15 dias maravilhosos querem que enfrente Ourém com que cara? Fechei os olhos quando o carro arrancou e deixei de ver o parque de campismo. Voltei a fecha-los quando o avião ganhou asas. E só não entrei em casa ás apalpadelas porque corria o risco de bater com a cabeça nalguma parede. Sim, porque não tenho a certeza de ainda me lembrar dos cantos todos da casa. Esforcei-me imenso para os esquecer, verdade seja dita.
Qual é que era a solução Diana? Uma semana trancadas no quarto, a olhar para as recordações e a chorar desalmadamente, em depressão profunda. Entreabrir depois a porta e passar mais uma semana a chatear toda a gente no MSN, deixar comentários e posts a falar sempre do mesmo e não mudar o nik durante um mês. E depois a vida há-de tomar o seu rumo…
Vou agora postando umas coisas que escrevi enquanto estive fora. E vocês? Que novidades têm para partilhar? Se por acaso isto (Ourém, Portugal, o Mundo…) não tiver mudado nada enquanto estive fora, façam o obséquio de não comentar a dizer isso…
Qual é que era a solução Diana? Uma semana trancadas no quarto, a olhar para as recordações e a chorar desalmadamente, em depressão profunda. Entreabrir depois a porta e passar mais uma semana a chatear toda a gente no MSN, deixar comentários e posts a falar sempre do mesmo e não mudar o nik durante um mês. E depois a vida há-de tomar o seu rumo…
Vou agora postando umas coisas que escrevi enquanto estive fora. E vocês? Que novidades têm para partilhar? Se por acaso isto (Ourém, Portugal, o Mundo…) não tiver mudado nada enquanto estive fora, façam o obséquio de não comentar a dizer isso…
Saturday, July 22, 2006
Já posso ir presa!
Fiz hoje 16 anos. E constatei que quando começo a ter idade para fazer asneiras legalmente, começo também a ser legalmente responsável pelo que faço e a responder por mim e pelos meus actos. Ou seja, tenho idade para beber álcool e entrar em discotecas e bares… mas tenho também idade para ser presa! Resumindo, se não me portei mal até aqui, é melhor que continue assim.
Adorei a festa surpresa. Foi tão bom! E acho que todos nos divertimos imenso. Agradeço em primeiro lugar aos meus pais e à minha mana e depois à Carolina, ao Nuno, ao Hugo, à Pipa, à Leonor, à Di, à Catarina… e a todas as pessoas que estiveram por detrás disto. É claro que a minha inocência não me permitiu desconfiar de nada…
Vou de férias. Parto 2º (dia 24) para a costa alentejana, com um grupo de amigas e dia 26 embarco noutra… aventura, se é que assim se pode chamar. Depois conto tudo, com detalhes. Até lá, o blog vai estar parado. Espero imensos comentários quando chegar! Boas férias a todos! (Sorriam, riam, divirtam-se… e depois venham aqui contar como foi. Certo?)
PS - A propósito, o telemóvel vai estar desligado até dia 6 de Agosto. Vou aproveitar para travar batalhas longe de multidões e analisar as já travadas. Para além de descansar e reunir forças para mais umas quantas.
Adorei a festa surpresa. Foi tão bom! E acho que todos nos divertimos imenso. Agradeço em primeiro lugar aos meus pais e à minha mana e depois à Carolina, ao Nuno, ao Hugo, à Pipa, à Leonor, à Di, à Catarina… e a todas as pessoas que estiveram por detrás disto. É claro que a minha inocência não me permitiu desconfiar de nada…
Vou de férias. Parto 2º (dia 24) para a costa alentejana, com um grupo de amigas e dia 26 embarco noutra… aventura, se é que assim se pode chamar. Depois conto tudo, com detalhes. Até lá, o blog vai estar parado. Espero imensos comentários quando chegar! Boas férias a todos! (Sorriam, riam, divirtam-se… e depois venham aqui contar como foi. Certo?)
PS - A propósito, o telemóvel vai estar desligado até dia 6 de Agosto. Vou aproveitar para travar batalhas longe de multidões e analisar as já travadas. Para além de descansar e reunir forças para mais umas quantas.
E vergonha na cara, não?
Vejam só esta: “(…) prova de exame inédita e desconhecida, logo, o mínimo que podíamos fazer era dar-lhes uma segunda oportunidade”. Adivinham o autor da frase?
Monday, July 17, 2006
Sistema de ensino _ Exames Nacionais
Hoje dei por mim a pensar no sistema de ensino português e em tudo o que ele implica. Como aluna parece inadmissível ser a favor dos exames nacionais, no entanto, num sistema como o nosso, não me parece que outra coisa fosse praticável. Como é que se seleccionariam os alunos na entrada ao ensino superior? Apenas com as notas de frequência? Parece-me pouco. Confio nos nossos professores (ao contrário do próprio Governo que bem se tem esforçado por mostrar o contrário) mas até pela questão das escolas privadas e semi-privadas, a nota de disciplina não seria decerto suficiente. Os exames são uma solução rude: alunos a serem avaliados por professores que não conhecem a pessoa que estão a avaliar é reduzir completamente os alunos a números que muitas vezes nem correspondem à verdade. No entanto, há alguma solução viável para acabar com os exames ou lhes atribuir menos peso?
Claro que há! Simplesmente o problema não está nos exames. Está no sistema! Em Inglaterra os alunos têm desde o primeiro dia de aulas um processo no qual constam todas as suas avaliações, todos os registos das actividades em que participaram, descrições das suas capacidades e características feitas pelos professores, etc. Lá, os alunos não chumbam. Têm más notas, isso fica registado e a vida continua a correr. É com esse dossier que os alunos concorrem à Universidade. Enviam cópias para as Faculdades a que gostariam de pertencer e são seleccionados não só pelas suas notas, como também pelo conjunto das suas capacidades gerais. Ou seja, as Universidades não seleccionam apenas números mas também pessoas! Em França os alunos podem escolher a sua área de estudo apenas dentro das suas capacidades. Afinal, o que é que um aluno de nível dois a matemática no ensino básico vai fazer para a área de Ciências e Tecnologias? Deveria ser encaminhado ou para outro curso científico ou para um curso tecnológico. Assim, chegada a altura da ingressão ao ensino superior a selecção é mais fácil, uma vez que os alunos já foram previamente colocados na sua área de capacidades. Na Suécia, todos os testes são globais.
Assustei-me com os resultados dos exames de 9º ano. Aliás, acho que as notas não foram boas em nenhum ano (9º, 11º ou 12º), no geral. Programas novos a serem testados sem que os alunos tivessem previamente acesso a uma prova modelo, critérios de correcção sem nexo absolutamente nenhum, …este ano os exames foram uma vergonha! E depois queixam-se que o país não avança! Será que ninguém percebe que a base de tudo é a educação? Acho gravíssimo terem sido encontrados erros em exames. O futuro de milhares de jovens depende deles. E a nossa arrogante Ministra da Educação não foi sequer capaz de se dirigir ao país, pedir desculpas, prometer que os responsáveis iam ser encontrados e punidos e que estes resultados iam ser analisados. Oh, mas isso era pedir de mais! Ela não foi sequer capaz de assumir os erros! Está certo que não foi ela a fazer os exames. No entanto, ela é a responsável máxima pela educação em Portugal e tinha que ter assegurado que os exames iam ser revistos o número de vezes necessárias. E porque é que agora apenas deixam repetir dois exames, podendo os alunos concorrer com as notas da 2º fase à 1º das Universidades? Houve maus resultados em todos os exames! Que dêem ao menos uma razão válida… (Já estou a imaginar a confusão que vai ser este ano a entrada no ensino superior!). Já agora, outro pormenor: os exames da 2º fase já estão prontos. Aliás, os exames da 1º e 2º fases são feitos ao mesmo tempo. Quem garante que não têm também erros?
Sinceramente, acho que tudo isto demonstra uma falta de respeito enorme para com os alunos.
Claro que há! Simplesmente o problema não está nos exames. Está no sistema! Em Inglaterra os alunos têm desde o primeiro dia de aulas um processo no qual constam todas as suas avaliações, todos os registos das actividades em que participaram, descrições das suas capacidades e características feitas pelos professores, etc. Lá, os alunos não chumbam. Têm más notas, isso fica registado e a vida continua a correr. É com esse dossier que os alunos concorrem à Universidade. Enviam cópias para as Faculdades a que gostariam de pertencer e são seleccionados não só pelas suas notas, como também pelo conjunto das suas capacidades gerais. Ou seja, as Universidades não seleccionam apenas números mas também pessoas! Em França os alunos podem escolher a sua área de estudo apenas dentro das suas capacidades. Afinal, o que é que um aluno de nível dois a matemática no ensino básico vai fazer para a área de Ciências e Tecnologias? Deveria ser encaminhado ou para outro curso científico ou para um curso tecnológico. Assim, chegada a altura da ingressão ao ensino superior a selecção é mais fácil, uma vez que os alunos já foram previamente colocados na sua área de capacidades. Na Suécia, todos os testes são globais.
Assustei-me com os resultados dos exames de 9º ano. Aliás, acho que as notas não foram boas em nenhum ano (9º, 11º ou 12º), no geral. Programas novos a serem testados sem que os alunos tivessem previamente acesso a uma prova modelo, critérios de correcção sem nexo absolutamente nenhum, …este ano os exames foram uma vergonha! E depois queixam-se que o país não avança! Será que ninguém percebe que a base de tudo é a educação? Acho gravíssimo terem sido encontrados erros em exames. O futuro de milhares de jovens depende deles. E a nossa arrogante Ministra da Educação não foi sequer capaz de se dirigir ao país, pedir desculpas, prometer que os responsáveis iam ser encontrados e punidos e que estes resultados iam ser analisados. Oh, mas isso era pedir de mais! Ela não foi sequer capaz de assumir os erros! Está certo que não foi ela a fazer os exames. No entanto, ela é a responsável máxima pela educação em Portugal e tinha que ter assegurado que os exames iam ser revistos o número de vezes necessárias. E porque é que agora apenas deixam repetir dois exames, podendo os alunos concorrer com as notas da 2º fase à 1º das Universidades? Houve maus resultados em todos os exames! Que dêem ao menos uma razão válida… (Já estou a imaginar a confusão que vai ser este ano a entrada no ensino superior!). Já agora, outro pormenor: os exames da 2º fase já estão prontos. Aliás, os exames da 1º e 2º fases são feitos ao mesmo tempo. Quem garante que não têm também erros?
Sinceramente, acho que tudo isto demonstra uma falta de respeito enorme para com os alunos.
Friday, July 14, 2006
Analogia á existência
Estou exausta. Tenho travado muitas batalhas cá dentro.
(Analogia como relação de dependência mais do que de semelhança).
(Analogia como relação de dependência mais do que de semelhança).
Monday, July 03, 2006
Um bocadinho de oportunismo...
Vamos Sócrates, aproveita até quarta-feira para tomar as medidas polémicas. Vá lá, aproveita agora que ninguém te liga, o povo português tem mais que fazer do que se revoltar contra o teu governo…
Saturday, July 01, 2006
Meias-Finais
Grande jogo! Incrível, até eu vi e sofri da segunda parte para a frente! O Ricardo portou-se bem, não há dúvida. O mérito é dele. O próximo é contra a França? Ui, até já me está a doer…
Mutilação Genital Feminina _ Waris Dirie, uma flor em pleno deserto

Acabei agora o livro “Aurora no Deserto”, de Waris Dirie, continuação de “Flor do Deserto”, da mesma escritora. Os livros são basicamente um relato vivo e bem escrito da vida de uma menina nómada, que nasceu e viveu no deserto africano, mais propriamente somali, e que fugiu a um casamento com um homem que tinha idade para ser seu avô. Passou por provações desumanas até que se encontrou sozinha em Londres, sem falar inglês, sem dinheiro, parentes, amigos, comida… Parece, no entanto, que o destino lhe reservou uma missão maior que si mesma. Tornou-se uma modelo famosa e uma porta-voz dos horrores por que passam as mulheres do seu país. Descreve na primeira pessoa a pior das mutilações genitais femininas, a circuncisão faraónica ou infibulação, que consiste na extirpação do clítoris e dos lábios internos da vagina, sendo a ferida cosida, deixando apenas uma abertura do tamanho da cabeça de um fósforo para a menstruação e urina. As condições em que esta “cirurgia” é feita são absolutamente monstruosas. No caso de Waris, em pleno deserto, sem anestesia, com objectos cortantes que não foram esterilizados, feito por uma mulher sem formação, enfim, com todas as condições propícias aos vírus, infecções, doenças mortais. E o facto é que o número de vítimas desta prática é assustador.
No entanto, estes dois livros são maravilhosos de ler, na medida em provam que é possível amar um país sem, porém, concordar com as suas tradições. Waris pertence a África, à Somália, ao deserto. Ama aquele modo de vida nos mais ínfimos pormenores, ama aquelas pessoas e transmite-nos todo esse amor. Mas sabe que a evolução do seu país passa antes de tudo mais pela mudança de mentalidades. Enquanto os homens não aprenderem a olhar as mulheres como semelhantes, enquanto não perceberem que elas nascem assim por alguma razão e que mutilar não é purificar, enquanto todos os somalis não se unirem esquecendo clãs, a Somália continuará miseravelmente pobre e as condições de vida das populações continuarão tristemente más.
No Mundo as coisas também são um bocadinho assim. Enquanto os Homens não começarem a olhar as coisas como um todo, alargando o horizonte para além de países e nações, enquanto que não percebermos que somos todos Seres Humanos e lutarmos todos para o bem comum, o Mundo não avança. Se fomos capazes de pôr um homem na Lua, então também somos com certeza capazes de acabar com a guerra, com a fome, com a pobreza mundial.
Waris foi nomeada, 1997, embaixadora da ONU para os direitos das mulheres, na luta pela eliminação da prática da MGF.
No entanto, estes dois livros são maravilhosos de ler, na medida em provam que é possível amar um país sem, porém, concordar com as suas tradições. Waris pertence a África, à Somália, ao deserto. Ama aquele modo de vida nos mais ínfimos pormenores, ama aquelas pessoas e transmite-nos todo esse amor. Mas sabe que a evolução do seu país passa antes de tudo mais pela mudança de mentalidades. Enquanto os homens não aprenderem a olhar as mulheres como semelhantes, enquanto não perceberem que elas nascem assim por alguma razão e que mutilar não é purificar, enquanto todos os somalis não se unirem esquecendo clãs, a Somália continuará miseravelmente pobre e as condições de vida das populações continuarão tristemente más.
No Mundo as coisas também são um bocadinho assim. Enquanto os Homens não começarem a olhar as coisas como um todo, alargando o horizonte para além de países e nações, enquanto que não percebermos que somos todos Seres Humanos e lutarmos todos para o bem comum, o Mundo não avança. Se fomos capazes de pôr um homem na Lua, então também somos com certeza capazes de acabar com a guerra, com a fome, com a pobreza mundial.
Waris foi nomeada, 1997, embaixadora da ONU para os direitos das mulheres, na luta pela eliminação da prática da MGF.
Wednesday, June 21, 2006
Fim das aulas
Está a acabar. Falta uma tarde e a parte chata que é a ânsia pelas notas. Para além do exame a TIC (por opção…ou melhor, por opção a não aceitar que a nota vinculativa de uma disciplina à qual desconheço interesse me estrague a média). E vai haver a questão dos “dez virtuais” e todas as injustiças adjacentes. Mas claro, está a acabar a parte deste ano. Porque a história é sempre a mesma. Quando dizemos “a escola acabou” queremos na verdade dizer que “a escola acabou este ano”. Ainda faltam dois anos de Secundário mais a Universidade (sem contar com o sem número de coisas que teremos que aprender pela vida).
Era suposto ser um post sobre o fim das aulas. Lamento mas não vai dar. Estou cansada, sem inspiração e ainda não me libertei do stress dos últimos dias. De qualquer maneira, boa sorte a toda a gente que tem exames, nomeadamente a malta do 12º com a questão das Universidades.
E pensar que lá para meados de Agosto vou ter saudades disto… Não tenho emenda!
Era suposto ser um post sobre o fim das aulas. Lamento mas não vai dar. Estou cansada, sem inspiração e ainda não me libertei do stress dos últimos dias. De qualquer maneira, boa sorte a toda a gente que tem exames, nomeadamente a malta do 12º com a questão das Universidades.
E pensar que lá para meados de Agosto vou ter saudades disto… Não tenho emenda!
Saturday, June 10, 2006
1º Divisão
1º Divisão! A Juventude Oureense está na 1º divisão do Campeonato Nacional de Hóquei Patins! O sonho de muitos foi tornado realidade… Eu tenho a honra de pertencer a este clube, embora noutra modalidade. Muitos parabéns a toda a equipa de séniores, a todos os que torceram por eles, a toda a Juventude Oureense.
(Um abraço especial para o Nuno Silva…Nuno, estás de parabéns).
PS- A patinagem vai ter no próximo fim de semana uma atleta a competir nos nacionais de 1º categoria. Carolina, tas lá miúda!
(Um abraço especial para o Nuno Silva…Nuno, estás de parabéns).
PS- A patinagem vai ter no próximo fim de semana uma atleta a competir nos nacionais de 1º categoria. Carolina, tas lá miúda!
Friday, June 09, 2006
E assim se faz política
Sinto-me no direito de dizer: Portugueses, tirem o dia para ir ver o Mundial! Se os Deputados podem adiar plenários…
Tuesday, June 06, 2006
A condição da mulher
Pôs o véu e procurou o irmão. Estava pronta para sair. Assim, igual a tantas outras mulheres de “face negada”. Assim, sem poder ser Ela, sem se poder afirmar. Assim, acompanhada de um elemento do "sexo forte". Porque Ela era apenas Ela. Do ponto de vista legal nem sequer existia, não tinha direito a ser registada à nascença, durante a vida, ou à morte.
“(…) Samira fora condenada, pelos homens da sua família e da sua religião, a ficar fechada num quarto escuro até a morte a levar. Samira tinha vinte e dois anos.”
Compreendo que haja culturas diferentes e respeito-as. Mas é impossível aceitar práticas que violam o mais básico dos direitos humanos, que simplesmente ignoram a dignidade humana. Recomendo os livros: “Sultana”, “As filhas da Princesa Sultana”, “Deserto Real”, “Flor no Deserto”, “Face Negada”, entre outros que há sobre este tema.
Quanto tempo pagaremos pela maçã amaldiçoada da Eva? Este é um tema que me choca. Como é que coisas destas ainda acontecem?
Do outro lado do Mundo, uma outra Ela levantou-se e saiu. Desta vez, porém, sem véu ou Homem.
“(…) Samira fora condenada, pelos homens da sua família e da sua religião, a ficar fechada num quarto escuro até a morte a levar. Samira tinha vinte e dois anos.”
Compreendo que haja culturas diferentes e respeito-as. Mas é impossível aceitar práticas que violam o mais básico dos direitos humanos, que simplesmente ignoram a dignidade humana. Recomendo os livros: “Sultana”, “As filhas da Princesa Sultana”, “Deserto Real”, “Flor no Deserto”, “Face Negada”, entre outros que há sobre este tema.
Quanto tempo pagaremos pela maçã amaldiçoada da Eva? Este é um tema que me choca. Como é que coisas destas ainda acontecem?
Do outro lado do Mundo, uma outra Ela levantou-se e saiu. Desta vez, porém, sem véu ou Homem.
Timor Loro Sa'e
Há uns anos, quando a guerra atingiu o auge em Timor, a minha mãe comprou-me uma t-shirt que apelava, em letras garrafais, para serem vistas, à liberdade timorense. Apesar de não ter a consciência das coisas que tenho hoje (como daqui a uns anos não terei certamente a de agora) senti que na minha insignificância estava a fazer alguma coisa. A defender, de alguma maneira, aquilo que pensava. Mas, depois de reflectir um bocado no meu gesto, cheguei à conclusão que não estava a ajudar coisa nenhuma. Ás pessoas de lá, que diferença fazia uma rapariga de 9 anos, do outro lado do Mundo, andar com a liberdade por que tanto ansiavam na camisola? Porém, não a despi… Ao menos mostrava ás pessoas da cá que eles lá precisavam de nós.
Hoje percebo o porquê de me ter sentido bem naquela t-shirt. Se fosse eu, gostaria certamente de saber que havia pessoas no Mundo que compreendiam a minha causa.
Acho que está na altura de voltar a tirar a camisola da gaveta…
Hoje percebo o porquê de me ter sentido bem naquela t-shirt. Se fosse eu, gostaria certamente de saber que havia pessoas no Mundo que compreendiam a minha causa.
Acho que está na altura de voltar a tirar a camisola da gaveta…
Thursday, June 01, 2006
Eufemismo a uma noite de insónias
Caí na cama, exausta. As coisas más, quando já estamos a contar com elas, mais do que doer, moem por dentro. Deitei-me em posição fetal e embalei o meu corpo com carinho. Embalei, embalei, embalei… E fiquei assim até de manhã.
(Até onde nos pode desiludir uma pessoas?)
(Até onde nos pode desiludir uma pessoas?)
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