Monday, February 19, 2007

Ilhas Britânicas

Eles lá, eu cá.

Eles rodeados por água e eu no país que está a um passo de se afundar.

(3 dias para voltar a estar com eles).

Thursday, February 15, 2007

Dissertação

Será impossível uma relação de amizade sobrepor-se (sem interferir) numa de hierarquia?
Não, não pode ser impossível. Até porque se fosse, as nossas amizades seriam deveras restritas.
Em praticamente todos os aspectos, todos temos várias conexões de hierarquia com os outros. Ainda sem entrar no campo profissional, posso referir, apenas a título de exemplo, o grau de simpatia, o de inteligência, o de beleza, o de arrogância, etc. O facto de sermos todos diferentes é isso mesmo: sermos melhores numas coisas, piores noutras e absolutamente neutros em alguns aspectos. E o que é isso se não relações de hierarquia?

Agora sim, enveredando pela área profissional, exemplifiquemos com base na ligação professor-aluno e vice-versa (até porque é a única de que eu posso falar com base na experiência). Será possível um professor ser realmente amigo de um aluno (confiar, falar, ouvir, apoiar), desafiando todas as leis da diferença de idades, do burburinho coscuvilheiro dos outros, entre inúmeros outros obstáculos que se nos apresentam à vista sem o menor esforço de raciocínio, não permitindo que essa amizade intervenha nas aulas e nas notas do aprendiz? E o contrário (aluno-professor), é praticável?

Obviamente que sim. Tudo isto é possível e deve ser estimulado. Tanto o interesse dos alunos pela escola como a motivação do professor pelo ensino advêm exactamente destas relações, bem como pelas de alunos-alunos e professores-professores. Em quase tudo na nossa vida (atrever-me-ia até a omitir o “quase”) somos movidos pelo carácter humano e social das coisas. E ainda bem que assim é.

Em suma, e pelo exposto, talvez fosse até por aqui que se devessem tomar as decisões políticas relativas ao ensino. Acabando com preconceitos e pré-conceitos formulados, devia-a apostar-se nas relações interpessoais para reinar. Dividindo, com base em hierarquias demasiado naturais para terem valor além disso e tentando criar hierarquias fortes e tolas, não vamos a lado nenhum.

Informação de Exames II

Enfim, Correio da Manhã= a alterações de informação. Estava mesmo a prever.
Aqui ficam as datas dos exames da minha área (confirmadas pelo Ministério da Educação) e mais alguma preciosa informação.

Inscrições para os exames:
· 1º fase: Prazo normal: 26 de Fevereiro a 9 de Março
Prazo suplementar: 12 e 13 de Março
· 2º fase: Prazo único: 6 a 10 de Junho

Os exames realizam-se entre:
· 1º fase: 18 a 26 de Junho
· 2º fase: 12 a 17 de Julho

Exames da 1º fase:
Filosofia, 18 de Junho, 15h00
Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 21 de Junho, 11h30
Geografia A, 25 de Junho, 09h00

Exames da 2º fase:
Filosofia, 12 de Julho, 11h30
Geografia A, 12 de Julho, 17h30
Matemática Aplicada às Ciências Sociais, 13 de Julho, 11h30

Afixação de Pautas
· 1º fase: 6 de Julho
· 2º fase: 27 de Julho

Afixação do Resultado das Reapreciações:
· 1º fase: 10 de Agosto
· 2º fase: 31 de Agosto

(Repararam na mudança estética do blog? Que tal?)

Thursday, February 08, 2007

Dia 11, Referendo sobre a IVG: VOTE SIM

Jovens Pelo SIM


A consciência é de cada um. A saúde é um direito de TODOS. A cada 6 minutos, morre no Mundo uma mulher vítima de aborto clandestino. VOTA SIM

Quero reiterar uma vez mais que a pergunta do referendo é "DESPENALIZAÇÃO, sim ou não?" e não "aborto, sim ou não?".

Justiça social.

(Seja qual for a tua opinião, vai votar. Exerce o teu dever/direito. Nem que o teu voto seja em branco: VOTA!)

Informação de Exames


Instituto
PET: 09/06
FCE: 16/06

Escola
Filosofia, 1º fase: 18/06 *
Matemática Aplicada às Ciências Sociais (MACS), 1º fase: 19/06*
Geografia A, 1º fase: 25/06*
* Segundo o Correio da Manhã (ou seja, datas com MUITO pouca veracidade, muito susceptíveis a alterações)

Provas Modelo e Informção de Exame no Site do GAVE: http://www.gave.pt/informacoes_exame_2007.htm
Provas de Exame do ano passado, 1º fase: http://www.gave.pt/pe2006fase1.htm
Provas de Exame do ano passado, 2º fase: http://www.gave.pt/pe2006fase2.htm

Thursday, January 25, 2007

A pequena história do Palhaço Triste


O palhaço triste deambula pelas ruas. Ri por fora, chora por dentro. Arrasta os pés, pressiona a mão contra o peito. A vida fez dele um “engraçado falso”, que passou pelas várias fases inerentes a este estado de espírito. A ingenuidade, a ordinarice (e não como sinónimo de comum) e, agora, a triste. As lágrimas verdadeiras encontram-se com a que tem pintada na face e o palhaço esfrega a cara, transformando-a num grande borrão. Despenteia os cabelos num acesso de raiva.

“Olha o mostro!”, exclama a criançada.

Já mais calmo, pega no lenço de pano de assoar o nariz e limpa o rosto, concerta os suspensórios, conta as rugas e pinta um sorriso de verdade no coração.

De palhaço triste a monstro e de monstro a menino.

Wednesday, January 24, 2007

Ironia

ironia
substantivo feminino

· GRAMÁTICA
figura de estilo que veicula um significado contrário daquele que deriva da interpretação literal do enunciado;

· zombaria;

(Do gr. eironeía, «interrogação», pelo lat. ironía-, «ironia»)

© 2002 Porto Editora, Lda.

ironia, ironicamente, irónico, ironista, ironizar...

Monday, January 08, 2007

Perseguição

Salta o muro. Baixa-se, esconde a cabeça. Vira a esquina e corre pela rua, em direcção ao suspeito. Vira a cara, usa um jornal para não ser reconhecida. Abranda o passo. Pára, encosta-se a uma parede, controla a respiração.
“ – Correcto, mantenho o contacto visual”.
“ – Parece-te perigoso?”
“ – Muito cedo para tal afirmação. Mas penso que não será tanto como o outro”.
Controla o tempo, salta por cima dos prédios, “galga” as escadas.
“– Preciso de uma bicicleta, rápido, o sujeito está a entrar num carro!”

Too late. É mais fácil apanhar o hippie, sem dúvida.

Monday, January 01, 2007

Europa a 27!

Roménia e Bulgária: Bem vindos!

Sinto-me uma cidadã europeia!

Pena de morte

A pena de morte viola o mais básico dos direitos humanos: a vida. Se é certo que todos viveríamos bem melhor sem a existência de alguns criminosos, o facto é que, descendo ao nível deles não melhoramos nada. Se queremos provar que somos diferentes, façamos então as coisas de maneira diferente. Matando-os estamos a ser tão criminosos como eles.
Um dos argumentos a favor da pena de morte é o facto de a sociedade ter que manter estes criminosos. Bem, vivemos em sociedade, certo? Mantê-la tem custos. Obviamente uma democracia é muito mais cara que uma ditadura (uma vez que a ditadura tem a ver com o bem estar de apenas uma figura). Temos é que pensar que há coisas que o dinheiro não paga.
A pena de morte é um recuo à Idade Média. Há criminosos que mereciam o pior dos castigos, de facto. E por isso mesmo, sou a favor da prisão perpétua. Porque há casos em que a lei das segundas oportunidades não se aplica.

Saddam Hussein foi um criminoso igualável aos maiores da História. E a sua execução foi um crime.

Publicar as imagens foi uma provocação e um incentivo ao Mundo instável em que vivemos.

PS- Afinal, onde andam os bons, os heróis desta história?

Sunday, December 31, 2006

' LIFE

A vida é uma obra de arte. Palavras, traços, uma escultura, notas musicais, um passo de dança… Depende do artista, claro. E como em toda a arte, há ritmo, textura, movimento, ondulações, som, cor, imagem, mais ou menos harmonia, impacto, respiração, momentos mortos e de silêncio, espaço vazio, solidão, raiva, lágrimas, suor, saliva, ódio, paixão, encanto, sedução, martírio, desespero, gargalhadas, buracos negros, risos desencontrados, palmas, desencantos, aplausos, mimos, feitiços, emoção, nojo, sexo, magia, prazer, amor, (in)felicidades,… Vida. Toda a obra de arte como sinónimo de entrega. E alguns momentos de viragem. Correrias em pés descalços. Sonhos. Recordações de passado e futuro. Imundice. Demónios. Mantas. Jornais. Lanternas. Mato. ANIMAIS. Pessoas. Crianças, velhos, jovens, adultos, cotas, malta, idosos, miúdos.

A vida é complexa. Apesar de por vezes a complicarmos ainda mais, a minha opinião é que ela não é, de todo, simples. Não há nível de principiante.

A passagem de ano, por si só, não muda nada. É um dia tão especial como todos os outros. Mas pode, talvez, servir de pretexto. De rampa de lançamento. Ou de paraquedas. Colchão. Parapeito de janela. Corrimão. Ou balanço.

E corremos. Correremos sempre?

Thursday, December 21, 2006

Ano Novo

Para 2007 quero:
· Mais Galé
· Mais Parlamento dos Jovens
· Muitos dias em pijama
· Muitas viagens de comboio (e musicais, e compras, …!)
· Muitas noites de mensagens nos baloiços (mas sem cair!)
· Muitos After Eight
· Muitas tardes no Alfa
· Um curso de Inglês em Londres
· Um Campo de Férias no Alentejo nas Férias da Páscoa
· Viagens (a qualquer parte do Mundo)
· Boas notas (muito boas, de preferência)
· Muitos risos, gargalhadas, abraços, lágrimas, emoções fortes, mimos, reencontros com pessoas que já não vejo há muito tempo, reencontros com pessoas que estão mesmo ao meu lado, noites de saco de cama dentro de quatro paredes, treinos, festivais com carradas de gel e laca, carrinhas que há meia-noite não arrancam, banhos no mar em Fevereiro, pés com areia a serem lavados no WC do restaurante, praia, inspiração para os textos do blog, comments, jogos do Amigo Secreto, concertos (sem efeitos secundários), Tobias e Bernardos (o meu urso de peluche e o puto de 3 anos que não quer nada comigo), visitas de estudo, chá, intervalos do instituto ao Sábado de manhã, croissants de chocolate aquecidos, e todas, mas mesmo TODAS as surpresas que a vida tiver para mim =)

e quero, principalmente, ser tão feliz como fui este ano.

Sejam também felizes!

Wednesday, December 20, 2006

Ensaio sobre o Natal

Esta é para mim uma das épocas mais confusas do ano. Sou constantemente assaltada por sentimentos contraditórios que não me deixam formar uma opinião firme em relação a esta quadra.

Antes de tudo o mais, detesto-a. Abomino o Natal e todo o espírito hipócrita e consumista que o rodeia. Os programas ao estilo do “Natal dos Hospitais”, cujo único objectivo é o primeiro lugar no ranking dos mais vistos, as campanhas de solidariedade que só se fazem nesta época, como se no resto do ano não houvesse necessidade (e espero ter sido explicita, obviamente não me estou a referir aquelas que durante todo o ano desempenham um papel social notável), as autarquias e os seus jantares para pessoas idosas que passam a consoada sozinhas (como se o resto das suas noites não fossem preenchidas por uma terrível solidão), entre tantos outros exemplos que andam por aí, de cabeça erguida. Para além disto, os centros comerciais cheios, atafulhados de embrulhos e de gente parva (grupo no qual eu me incluo). O frio que nos gela os ossos e nos prende os movimentos mas de que toda a gente gosta porque “Natal sem frio nem era Natal”. O presépio, que a mim me tira do sério! Oh figurinhas sem utilidade que se tiram do caixote durante 15 dias!

Por outro lado, é impossível não gostar deste período em que temos pelo menos a ilusão de que o Mundo está menos mau. É certo que a maioria das coisas boas que se vêem por aí são nojentamente untuosas mas, já que ninguém se lembra das fazer noutras alturas, ao menos uma vez por ano. Melhor uma que nenhuma, certo? Além do mais, ter a família toda reunida à mesa, a nostalgia dos Natais passados, das pessoas de quem sentimos falta, mas que parecem estranhamente mais próximas, o amassar as filhoses à mão, as conversas que se têm, banais e boas, a excitação do papel colorido que envolve os presentes,… A alegria de se escolher prendas para os outros, as luzes de rua que até escondem as fachadas mal pintadas das casas, as mensagens carinhosas que recebemos, etc.

Não é por ser o nascimento de quem quer que seja, não é pela religião. É, talvez, pela tradição, tão forte como qualquer outra. Se as mentalidades e o panorama social são factores históricos estruturais, as tradições têm certamente um peso muito considerável.

Monday, December 11, 2006

Perfeição

Não é o facto de haver coisas perfeitas que me faz impressão. O que me incomoda é a pequenez das falhas que não nos deixam apelidar as coisas de perfeitas.

É esta mania da perfeição.

perfeito

adjectivo
que não tem defeito físico nem moral; completo; modelar; exemplar; belo; formoso; impecável; total; acabado; cabal; magistral.

(Do lat. perfectu-, «id.»)
© 2002 Porto Editora, Lda.

After eight… é só isso que nos falta.

Sunday, November 26, 2006

Chocolate


Eis que o seu poder me começa a possuir. Mergulho nele. Sinto todas as sensações a flutuarem, num mar castanho, cuja água, ao invés de me suprimir, me liberta.
Percorre o meu corpo, em frenesim. Entro em transe. Os olhos reviram-se e a saliva explode na minha boca como se de um demónio se tratasse. Viajo, sonho, encanto-me. Torno-me personagem principal duma roda de atracções e rebelião.
Ergo-me estátuas. Derreto-me em lume brando.
Vicio-me.

Sunday, November 19, 2006

Free Hugs

Free Hugs Campaign. Inspiring Story! (music by sick puppies)


Aqui está um vídeo que prova que se todos nos esforçarmos um bocadinho, o Mundo será NOSSO e não do cão.
Esta "campanha" começou com um só homem. Espalhou-se pelo Mundo inteiro (Espanha, Austrália, Nova Zelândia...). Há filmes com pessoas a abraçarem-se de todo o Mundo! Pessoas que não se conhecem a manifestarem carinho! Uma banda (sick puppies) fez este filme que passado pouco tempo já tinha sido visto por milhões de pessoas na Internet.

Free Hugs fez milhões de pessoas sorrir! Será que é possível ver este filme sem sorrir também e ter imensa vontade de abraçar alguém?

(Bestial, aprendi a pôr vídeos no blog!)

Thursday, November 16, 2006

A TUA vida

Saltando os pormenores do engate, casas-te.

Ao 1º filho ainda o amas. Ao assaltam-te as dúvidas. Aos 35 anos começas a perguntar-te com seria a tua vida se aos 17 tivesses tido mais “liberdade”. Ao 3º filho tentas, só para tirar as dúvidas, ligar ao outro, só para ver se ainda tem o mesmo número. Aos 40 pões um detective particular à procura dele enquanto cuidas dos génios. Ao 4º filho começas a escrever um diário e olhas-te todos os dias ao espelho na esperança de encontrar alguma borbulha ou ponto negro que se esqueceu de aparecer na adolescência. Aos 50 anos vestes a mini-saia da tua filha do meio (ou tentas) e pintas o cabelo de cor-de-rosa. Já para não falar do piercing que fazes no umbigo. Aos primeiros sintomas da menopausa largas tudo e partes à sua procura.

Por tudo isto, acho que devias sair com ele e só depois casares-te com outro.

Wednesday, November 15, 2006

Invernozinho


O Inverno começa a soprar os primeiros ventos frios. Devagar, devagarinho. Nevoeiro de manhã, uns pingos de geada que se vão formando ainda sobre o sol gelado do Verão de São Martinho. O casaco que vestimos sem dar por isso. O chapéu de chuva que agarramos no momento exacto em que saímos de casa.
Guardei um pouco de Verão dentro de uma caixinha às riscas. Uns grãos de areia, duas ou três conchas, uma brisa marítima suave, um top de alças e uns raios de sol.
Quando o Inverno estiver insuportável, abro a caixa, rebolo na areia, enfeito-me com as conchas, respiro a brisa (a custo, pelo nariz entupido), visto o top e bronzeio-me com os raios de sol.

O principal, no entanto, é o que guardo cá dentro. Este calor (dos risos que se choram, dos abraços, das alegrias puras) não deixará que o Inverno interior se apodere de recordações e sonhos vividos. E isso é que importa!

Tuesday, November 07, 2006

LADOS

Sorrisos iguais aos de ontem, risos iguais aos de amanhã. Lágrima ao canto do olho (ora de rebeldia, ora de ingenuidade profunda). Corpos que dançam e balançam.
Para cá, para lá.

Para cá, para lá.

Para cá, para lá.
Sonhos soltos, largados ao vento que os transporta.

De um lado, para o outro.

De um lado, para o outro.
Mais leves que folhas. E a existência humana, cada vez mais fragmentada, menos contínua.

ELE e a Carta

A concretização de um dos meus sonhos de “infância” dependia da maneira como um ministrasse ontem a minha hora de almoço.
As coisas começaram por não correr lá muito bem. Um atraso de 10 preciosos minutos no balneário de Educação Física, o maldito do telemóvel da Professora que deve ter ficado sem bateria (raio, estas engenhocas modernas que nunca funcionam quando são necessárias) e os hodiernos computadores da biblioteca todos ocupados.
Lá conseguimos que uma irmã de um amigo de uma amiga nossa, nos cedesse o lugar (nestas coisas, o que interessa são os contactos e conhecidos que se têm… ou fazem!). A carta lá saiu, mal ou bem, e imprimiu-se o primeiro rascunho.
O relógio do corredor dava as 14h30 certinhas! Ou seja, em vez de estar no corredor, eu devia era estar no outro pavilhão, à porta da sala, a mentalizar-me que vinha aí a nota do teste de História. Mas não, estava no corredor. E em vez de começar a correr, saltando obstáculos e abreviando caminho pelas escadas dos professores em direcção à B15, dirigi-me pacientemente para uma das (se não mesmo a) sala mais temida da escola.

Estava tudo a compor-se! Só faltava a aprovação final quando, de repente, surgiu o “_ O que é isso? Posso ver?”.
O meu coração caiu aos pés! Virámo-nos e dissemos “sim, sim, claro”. Daquelas situações em que a hierarquia de estatutos não deixa dizer que não.
Mas, afinal, não havia motivos para preocupações. Suspirámos, ambos. E após o suspiro, pedi licença para sair, a aula de História não podia esperar mais. O que me custou, deixá-Lo lá, sozinho, “entregue aos lobos”.
Agora, o meu sonho de infância dependia Dele, e só Dele. Recebi o teste, com o coração já nas mãos (afinal, confio nele, havia esperança suficiente para tirar o coração do chão) e esperei. Rezei (a Ele, que era o meu deus do momento, não aos deuses dos outros).

Eis que Ele entra pela sala com a carta nas mãos! “_ Assina aqui, é só o que falta”.

Sem palavras, a partir daqui.

PS- Já só falta o resto =)